quinta-feira, 2 de junho de 2016
domingo, 29 de maio de 2016
sábado, 20 de fevereiro de 2016
Testemunho de uma Filha de São Paulo
Entrei na Congregação em Roma, com a idade de 11 anos, em 4 de novembro do
ano santo de 1933. Depois de ter feito com meus familiares a última visita ao cemitério,
para saudar com o coração despedaçado, a minha mãe que,
não sei por quais misteriosas complicações, havia dado a vida por mim.
Não sabia quem fosse as irmãs e jamais as havia visto, a não ser a minha irmã,
Ir. M. Irene, que algumas vezes, de Alba, fazia uma visita rápida à nossa casa para ver
meu pai, que havia ficado sozinho. No mês de novembro do ano santo de 1933, a minha
irmã que, em Alba, já havia feito a primeira profissão, estava destinada à nascente
comunidade de Roma.
Mestra Tecla lhe disse: «Antes de ir para Roma, passe em sua casa,
despeça de seu pai, pegue a sua irmãzinha e leve-a para Roma».
Foi assim que cheguei ao mundo ‘encantado’ da cidade (e que cidade!!!) entre pessoas
desconhecidas e, para mim, estranhas, porque não havia jamais visto irmãs nem sabia
que existiam. Os primeiros seis meses foram de choro contínuo. Sentia-me sozinha
e perdida como um passarinho. Minha irmã ia todos os dias à propaganda porque, além
do ideal apostólico, era necessário enfrentar os gastos de uma grande casa sendo construída
quase que exclusivamente com a confiança na Providência.
Naquele tempo, a Fé funcionava exatamente assim.
Aos 16 anos, com a formação recebida, decidi fazer a vestição do hábito das Filhas
de São Paulo. Com tantos empenhos não sobravam muitas horas livres para serem
dedicadas ao repouso e à diversão, fora aquela hora de recreação depois do jantar,
nas noites de verão, quando a Primeira Mestra Tecla, com grande alegria de todas,
nos convidava a relaxar depois de um dia de trabalho apostólico
(brochura, legatoria, tipografia etc.)
escolhendo feijão ou lavando a verdura da nossa horta.
Entre nós, era proverbial a frase: Coragem! Repousaremos no Paraíso! Vivia-se
num clima de simplicidade, de sincera fraternidade e de perfeita união entre os princípios
de formação humano-cristã, que nos eram inculcados pelas mestras de formação.
Primeira entre estas era, obviamente, Mestra Tecla, mãe, mestra e cofundadora do Instituto!
Mulher ideal! Da mulher ideal, Tecla Merlo possuía as virtudes: a fé e as características humanas.
Mulher sensível que a cada acontecimento se fazia dom, isto é, “mãe”.
Realmente assim foi também para mim. E estou certa de que sempre me seguiu.
Posso testemunhar preocupações maternas que ainda hoje me comovem.
A Primeira Mestra Tecla, além de preocupar-se com a saúde física de suas irmãs,
se preocupava,obviamente muito e também com a formação moral, espiritual, intelectual:
isto é, com o crescimento de toda a pessoa.
Para mim, a Primeira Mestra Tecla foi um ‘magistério’ vivente, em tudo:
Na oração
No encontro com o seu Senhor se afastava realmente de tudo; entrava no mundo
misterioso do sobrenatural tanto que nos preocupava se a devêssemos chamar por
alguma urgência nos momentos de seu colóquio com Deus. Recordo de uma vez que
tive de puxar seu véu muitas vezes para chamá-la à realidade.
Na caridade com o próximo
Era grande de coração para com os necessitados. As famílias da colina Volpi, em
Roma, encontraram nela uma mente aberta e um coração generoso que as socorreu em
momentos de dificuldades. Não permitia jamais que alguém saísse sem sua ajuda.
No comportamento exterior Sempre controlado, dignitoso, feminino.
Tocava-nos seu olhar intuitivo, doce, mas profundo e repleto de humanidade. Agradava-me
encontrá-la quando saía do Santuário depois da hora de adoração da tarde... Para
mim era um encontro... energético, porque enquanto me transmitia um sentido de serenidade
e paz, com o seu olhar profundo infundia uma carga interior que era um estímulo
a viver a vida com empenho e serenidade.
Na audácia apostólica
A maior prova de coragem e de fé que deveria viver Tecla Merlo foi certamente quando
o incansável Fundador incluiu o cinema entre os meios mais céleres e eficazes para
a difusão da Palavra de Deus e isto, obviamente, comportava uma nova ‘forma mentis’
tornada possível em força daquele ‘Sim’ inicial, mas total, pronunciado na pura Fé.
Agrada-me concluir com um testemunho do Fundador que ouvimos muitas vezes,
mas que sintetiza toda a sua vida: «A Primeira Mestra doou-se totalmente a Deus, com
dedicação absoluta. Não havia uma só fibra de seu organismo que não fosse orientado
segundo a razão do espírito». E ainda «Tereis outras Primeiras Mestras, mas apenas
ela foi, sobretudo, Mãe do Instituto».
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
Tecla Merlo - discípula e missionaria fiel do Mestre e de Paulo Apóstolo
Recordando...
No dia 28 maio de 1961, em Ariccia (Itália), durante os Exercícios, na festa da Santíssima Trindade, Mestra Tecla ofereceu a vida para que todas as Filhas de São Paulo sejam santas.
No dia 16 junho de 1963 foi atingida por um espasmo cerebral. Foi hospitalizada em Albano (Itália).
No dia 7 de julho do mesmo ano, restabelecida, volta para Roma para uma breve visita; reúne todas as irmãs na Via Antonino Pio para saudá-las e agradecê-las pela sua cura. A sua serenidade e o abandono em Deus comovem a todas.
Em 22 agosto de 1963 experimenta grande alegria pelo encontro com o papa Paulo VI, na visita à casa de saúde Regina Apostolorum, de Albano Laziale.
Em 22 novembro de 1963 foi acometida por um novo e mais grave espasmo cerebral. Pe. Alberione lhe administrou a unção dos enfermos.
Em 5 fevereiro de 1964 morreu em Albano, na casa de saúde Regina Apostolorum, após uma hemorragia cerebral. Foi assistida espiritualmente por pe. Alberione. Era uma quarta-feira.
Dia 7 fevereiro de 1964 realizaram-se os funerais na capela da casa de saúde. Presidiu pe. Tiago Alberione. O corpo segue para Roma, ao Santuário Maria, Rainha dos Apóstolos, para possibilitar às irmãs e demais membros da Família Paulina, vê-la mais uma vez.
Dia 8 fevereiro de 1964 realizou-se solene funeral no Santuário com a presença do Cardeal Arcadio Larraona, prefeito da Sagrada Congregação dos Ritos, que fez a homilia fúnebre. Foi sepultada no cemitério monumental de Verano.
De 3-7 fevereiro de 1967 foi feita a exumação do corpo do cemitério de Verano para a sepultura privilegiada na subcripta do santuário Maria, Rainha dos Apóstolos, em Roma.
Dia 6 de fevereiro, funções solenes no santuário. À tarde, funeral solene na cripta, com a presença dos representantes de toda a Família Paulina.
Dia 7 de fevereiro foi enterrada no sepulcro da subcripta.
No dia 16 junho de 1963 foi atingida por um espasmo cerebral. Foi hospitalizada em Albano (Itália).
No dia 7 de julho do mesmo ano, restabelecida, volta para Roma para uma breve visita; reúne todas as irmãs na Via Antonino Pio para saudá-las e agradecê-las pela sua cura. A sua serenidade e o abandono em Deus comovem a todas.
Em 22 agosto de 1963 experimenta grande alegria pelo encontro com o papa Paulo VI, na visita à casa de saúde Regina Apostolorum, de Albano Laziale.
Em 22 novembro de 1963 foi acometida por um novo e mais grave espasmo cerebral. Pe. Alberione lhe administrou a unção dos enfermos.
Em 5 fevereiro de 1964 morreu em Albano, na casa de saúde Regina Apostolorum, após uma hemorragia cerebral. Foi assistida espiritualmente por pe. Alberione. Era uma quarta-feira.
Dia 7 fevereiro de 1964 realizaram-se os funerais na capela da casa de saúde. Presidiu pe. Tiago Alberione. O corpo segue para Roma, ao Santuário Maria, Rainha dos Apóstolos, para possibilitar às irmãs e demais membros da Família Paulina, vê-la mais uma vez.
Dia 8 fevereiro de 1964 realizou-se solene funeral no Santuário com a presença do Cardeal Arcadio Larraona, prefeito da Sagrada Congregação dos Ritos, que fez a homilia fúnebre. Foi sepultada no cemitério monumental de Verano.
De 3-7 fevereiro de 1967 foi feita a exumação do corpo do cemitério de Verano para a sepultura privilegiada na subcripta do santuário Maria, Rainha dos Apóstolos, em Roma.
Dia 6 de fevereiro, funções solenes no santuário. À tarde, funeral solene na cripta, com a presença dos representantes de toda a Família Paulina.
Dia 7 de fevereiro foi enterrada no sepulcro da subcripta.
Processo canônico da venerável Mestra Tecla Merlo
Dia 11 de julho 1967 foi feito o pedido ao Cardeal Arcadio Larraona, prefeito da Sagrada Congregação dos Ritos, para dar início aos processos informativos referentes à Mestra Tecla Merlo.
Dia 15 de julho de 1967 a Sagrada Congregação dos Ritos emitiu o Decreto para a abertura do processo ordinário informativo.
Dia 26 de outubro de 1967, em Roma, no Vicariato, teve início o Processo Ordinário para recolher os testemunhos e a documentação sobre a fama de santidade, vida, virtudes e milagres de Mestra Tecla. Foi encerrado em 23 de março de 1972.
Dia 10 de dezembro de 1967 foi aberto o Processo Rogatorial no Tribunal eclesiástico de Alba. Encerrado em 4 de maio de 1971.
Dia 21 de outubro de 1982 foi aberto o Processo Apostólico no Vicariato de Roma. Encerrado em 17 de junho de 1987. A abertura e o encerramento do Processo foram feitos no Vicariato, na sede do Tribunal.
Dia 22 janeiro de 1991, o papa João Paulo II assinou o Decreto com o qual reconheceu a heroicidade das virtudes de Mestra Tecla e a proclamou venerável.
domingo, 17 de janeiro de 2016
Recordando a Primeira Mestra Tecla
Quando em julho de 1957 entrei entre as Filhas de São Paulo, a Congregação era florescente de vocações e em plena expansão missionária.
A comunidade romana,
naquele tempo,
com mais de 400
membros, os seus
edifícios e, ao centro, o imponente santuário
“Rainha dos Apóstolos, parecia-me uma verdadeira
fortaleza.
As repartições do apostolado
pulsavam de vida e de fervor. Era belo
encontrar-nos e rezar juntas no santuário.
Sobre todos pairava a carismática figura do
Fundador, e ao seu lado, Mestra Tecla, de
quem ele havia dito:
“Tereis outras Primeiras
Mestras, mas apenas ela é a Mãe do
Instituto”.
Não era fácil encontrar pessoalmente a
Primeira Mestra. Com as filhas espalhadas
por todo o mundo, ela seguidamente se ausentava
de Roma para visitar as comunidades
paulinas na Itália e no exterior. Quando
estava na sede, fazia-nos conferência no
salão. Não tinha o dom da eloquência, mas
com a carga interior que a a animava, sua
palavra ia direto ao coração. Eu, tímida e reservada
como era, não ousava me aproximar
da Primeira Mestra para falar-lhe daquilo
que eu tinha no coração. Contentava-me
com seus sorrisos maternos e com suas palavras
encorajadoras, quando a encontrava
nas alamedas do jardim.
Depois da profissão religiosa, fui destinada
à comunidade de Salerno. Estava ali
havia algumas semanas, quando a superiora
da casa nos comunicou a visita da Primeira
Mestra. Pouco depois de sua chegada,
Mestra Tecla mandou me chamar e com
um olhar pleno de afeto e de bondade disse
que tinha ido a Salerno justamente por
minha causa, para pedir-me para ser missionária
em Boston, nos Estados Unidos.
Fiquei surpresa, sem palavras.
O pensamento
que me veio foi “justamente pra mim”
e me alegrei, pois a proposta que me fez
me entusiasmou. E no auge do entusiasmo
eu disse sim. Obtido o visto um ano e meio
depois, em 31 de janeiro de 1962, parti para
Boston, no navio, com ir. Innocenza Cellini.
Durante o trajeto ia muitas vezes ao convés
do navio e olhava a interminável distância
de água, para além da qual se encontrava
a terra para a qual o Senhor me havia
destinado.
Nos USA a superiora provincial ainda era
Mestra Paola Cordero, que tinha pela Primeira
Mestra uma veneração ilimitada. Cada
desejo da Primeira Mestra, também não expresso,
era para ela uma ordem. A sua referência
a ela, as suas palavras, exemplos,
virtudes, ensinamentos eram constantes
nas meditações ou nas conferências que fazia
à comunidade. Podia-se dizer que todo
ambiente da Casa de Boston estivesse impregnado
dessa veneração. E eu me adaptei
a esse influxo.
Depois da morte da Primeira
Mestra, a veneração de Mestra Paula
por ela cresceu imensamente. Cada vez
que surgia um problema nas repartições de
apostolado, ela a invocava com voz estridente
“Saintly Prima Maestra, pray for us”.
Em Boston tive, também, a oportunidade
de traduzir em inglês boa parte do epistolário de Mestra Tecla e Mestra Paola. O belo
relacionamento que existia entre elas me
revelou um aspecto menos conhecido de
Mestra Tecla: a amizade.
Depois de 26 anos passados na América,
retornei à Casa geral e fui designada
ao Secretariado Internacional da Espiritualidade.
Um dos primeiros compromissos que
me foi passado pela encarregada do setor,
ir Antonietta Martini, foi de preparar para a
impressão o conjunto de conferências da
Primeira Mestra nas suas palavras originais,
que foi depois publicado em 1993, com o título Un cuor solo un’anima sola (CSAS).
Foi
um trabalho empenhativo e que exigiu muita
paciência, mas que me permitiu entrar em
maior sintonia com ela. Eu a sentia próxima
de mim e rezava por ela.
Estou convencida de que a sua intercessão
me obteve muitas graças de Deus.
Recito muitas vezes a oração pela sua beatificação.
Mas, às vezes, quando paro para
olhar o seu rosto luminoso na foto, parece-me
sentila sussurrar:
“Não se preocupe em
rezar pela minha beatificação, reze, sim,
para que todas as Filhas de São Paulo sejam
santas. Para isso ofereci a minha vida”.
Monica Maria Baviera, fsp
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