quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022
sábado, 5 de fevereiro de 2022
Pense com Tecla
Irmã Tecla Merlo
Venerável
1884-1964
Co-fundadora da Congregação das Irmãs Paulinas
A ideia da mulher como líder na Igreja começou a tomar vulto e foi se estruturando até chegar a ser uma Congregação religiosa: Irmãs Paulinas.
Desde o início, Tiago Alberione percebeu que a mulher deveria estar na linha de frente no Reino de Deus, e esse seu pensamento logo se transformou em ação.
A Congregação dos Padres Paulinos - primeira congregação fundada pelo Padre Tiago Alberione - já estava dando os seus primeiros passos. Era necessário encontrar uma jovem para iniciar o ramo feminino. Deus, que estava à frente de tudo, não tardou em possibilitar o encontro de Alberione com a jovem Teresa Merlo.
Desde o início, Teresa sentiu a força de Deus e, na pobreza absoluta, apenas com a bagagem da fé, da confiança e da humildade, ela começou, orientada por Alberione, a Congregação que veria florescer no mundo inteiro, a Congregação das Irmãs Paulinas, as andarilhas de Deus, como o fundador gostava de chamá-las.
UM IDEAL: Viver como São Paulo, o apóstolo das nações: com espírito universal, na caridade que se faz "tudo para todos".
UMA PAIXÃO: Revelar a todos o Senhor Jesus, Caminho, Verdade e Vida.
UMA INTUIÇÃO: Trabalhar na evangelização com os meios modernos de comunicação: imprensa, revistas, cinema, rádio, televisão, discos, cassetes, vídeo, internet...
UM PROGRAMA DE VIDA: A caridade da verdade.
Teresa Merlo nasceu a 20 de fevereiro de 1894, em Castagnito d'Alba, ao norte da Itália. Única mulher entre os quatro filhos do casal Heitor e Vincenza Rolando Merlo. De saúde frágil, dedicou-se, desde adolescente, à arte da costura, num pequeno atelier da família.
Sua sensibilidade religiosa chamou a atenção de Padre Tiago Alberione, que a convidou para coordenar um grupo de jovens que se preparavam para trabalhar com a imprensa. Era o dia 15 de junho de 1915.
Teresa intuiu logo que a proposta de Padre Alberione correspondia aos seus anseios de consagrar-se a Deus.
Aceitou o convite, trocando o atelier de costura pela tipografia.
Em 1918, Teresa e um grupo de jovens assumem o jornal LA VALSUSA. Esse momento marcou uma etapa significativa na vida de Teresa, que passará a considerar a experiência de Susa como o início da missão das Filhas de São Paulo.
Apoiada na fé, mais do que em recursos materiais, Irmã Tecla assumiu sem medo os meios modernos de comunicação, e contando apenas com a força de Deus, encorajou, no mundo inteiro, iniciativas missionárias até então inexploradas..
PENSAMENTOS DE TECLA
Se não podemos estar sempre alegres,
podemos sempre estar em paz.
Podemos ser sempre jovens e trabalhar com coragem.
Basta ter força de vontade. Procuremos ser sempre jovens.
Não nos deixemos abater pelas dificuldades.
Queria ter mil vidas para dedicá-las ao Evangelho.
Quando o coração estiver cheio do amor de Deus, esse amor
necessariamente se derramará sobre o mundo.
Emprestemos os pés ao Evangelho: que ele corra e se espalhe.
Precisa-se de apóstolos, mas verdadeiros apóstolos
que tenham o coração cheio de amor de Deus.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2019
Memória do nascimento de Tecla no céu
Carta de Ir. Anna
Maria Parenzan
Roma, 5 de fevereiro de 2019
Caras irmãs
Enquanto nos preparamos para
celebrar o 55º aniversário do nascimento de M. Tecla no céu, parece bom olhar
para essa "Mãe" para aprender com ela, para senti-la próxima, para
receber de sua experiência luz e encorajamento. Mestre Tecla era uma
mulher capaz de comunicação profunda, de despertar comunhão e entusiasmo mesmo
nas situações mais difíceis. Vamos ouvir um testemunho entre muitos, da sr. Elena Ramondetti (1909-1999), que partiu dia 8 de janeiro de 1937 para a
China.
Quando parti para a China com
outras irmãs, Mestra Tecla nos levou à estação e, quando nos separamos, me
abraçou com tanta efusão que eu ainda me emocionava com a lembrança daquela
cena. No mesmo dia, enviou-me uma carta cheia de afeição e de exortação
materna: recomendou sobretudo que nos amássemos, permanecêssemos fieis, sempre unidas aos superiores, formando uma comunidade de caridade e fazendo-nos santas. De
1937 a 1941, quando da eclosão da Segunda Guerra Mundial, nos seguiram
regularmente com suas cartas, sempre recomendando cuidar de nossa saúde, pediu-nos para
estudar o idioma e inserir-nos gradualmente no novo ambiente chinês e, em
seguida, nas Filipinas para ser capaz de realizar melhor o apostolado.
Voltei pela primeira vez do
Leste depois de dez anos: só então vi o Primeiro Mestre que tinha vindo a
Nápoles para nos encontrar pessoalmente. Ele me perguntou, com tanto
carinho, como a jornada fora, como havíamos sido durante os longos anos de
guerra ... e concluiu: "Nossa Senhora salvou todos vocês; Seja grata e tente amar Maria Santíssima ".
Ainda me lembro de sua
extrema pontualidade em responder às cartas. Nos anos de guerra, de 1941
até meados de 1945, as comunicações não eram possíveis, Mestra Tecla estava
trabalhando no envio de cartas para nós às irmãs dos Estados Unidos. Quando
as comunicações entre a Itália e as nações do Oriente foram reabertas, nenhuma
carta minha permaneceu sem resposta até sua última doença. Foi precisa e
concisa; com poucas palavras ela respondeu e esclareceu qualquer problema.
Em particular, a virtude da
humildade, junto com grande fé, me impressionou na Mestra Tecla. De volta
à Índia, depois de alguns meses em Roma, encontrei uma nota na bolsa: "Eu
agradeço que você veio e peço perdão se fui rude com você ... mas você sabe que
eu te amo".
Quando Padre Alberione e Mestra
Tecla vieram nos visitar em Bombaim, em 1955, nossa casa era muito pequena. O
Primeiro Mestro imediatamente nos disse que precisávamos de uma casa maior. E
M. Tecla, em troca: "Sim, mas faltam os meios". Alberione
olhou-a seriamente e respondeu: "E a fé? É possível que você ainda
pense tão humanamente? Ela humildemente aceitou a observação,
agradeceu-lhe e depois disse: "Você ouviu o que o Primeiro Mestre disse?
... Temos fé ..."
E ouvimos o testemunho de Ir.
Assunta Bassi (1915-2012):
Fiquei espantada com a
clareza e prontidão de adesão às exigências sempre novas e sempre arriscadas
que o compromisso de nossa vocação na Igreja exige. Ela, tão simples,
tímida, assumiu uma atitude decidida, forte e corajosa que me impressionou
fortemente. Eu sempre a vi apoiada pela fé e fidelidade ao carisma do
fundador. É precisamente por isso que começamos muitas obras: o apostolado
da rádio, o compromisso com a imprensa e a difusão de discos; a preparação
e desenvolvimento de missões catequéticas e bíblicas, em uma ampla gama. "Devemos
fazer o bem ... Desde que façamos o bem ...". Foi a expressão
constante da Maestra Tecla.
Quantos ensinamentos desta
nossa "Mãe"! Continuamos a orar a ela, a pedir sua intercessão,
a imitar sua fé, humildade e zelo apostólico. Partilhemos as graças,
pequenas ou grandes, das quais somos testemunhas em todas as partes do mundo e
façamos a conhecer a sua voz profética que fala, ainda hoje, da beleza de Deus.
Com amor.
sr Anna Maria Parenzan
superior geral
superior geral
sexta-feira, 15 de junho de 2018
sábado, 21 de abril de 2018
Testemunho: Em caminho com Mestra Tecla
Viagem é sempre uma metáfora da vida, quer se fale de viagem, propriamente dita, ou de uma oportunidade para conhecer culturas, encontrar pessoas, viver situações novas capazes de mudar a vida.
Confesso que desde menina, quando havia chance de fazer uma viagem eu a aceitava imediatamente. Foi assim que aceitei o convite para ir de Brescia a Alba e participar de um curso de Exercícios espirituais, mesmo não estando tão interessada. Foi assim que conheci as Filhas de São Paulo, em março de 1950. Irmãs - à primeira vista - muito diferentes do que eu imaginava, aliás, nem me pareciam irmãs. Eram sorridentes, dinâmicas, com uma vida simples e pobre, diferente estilo de oração. Todos os dias, rezavam, em adoração, ajoelhadas, durante uma hora, e não somente uma hora ao ano, como eu fazia durante as Quarenta horas. (prática de 40 horas de adoração).
Apesar da grande surpresa e admiração, a ideia de tornar-me freira não havia passado pela minha cabeça, como eu respondi candidamente à irmã que orientava o Curso, quando ela me perguntou sobre isso. Mas no dia 19 de março, festa de São José, último dia dos Exercícios, a providência divina fez-me encontrar um homem de Deus, Pe. Stefano Lamera, que me abriu os olhos sobre meu futuro; senti claramente que Deus estava me esperando para que eu seguisse o caminho que ele havia traçado para mim. Nada era claro, mas a ideia de entregar a vida pelo Evangelho era suficientemente clara.
No verão daquele Ano Santo, as irmãs de Brescia organizaram uma peregrinação a Roma para as jovens que apresentavam sinais de vocação e, naturalmente, eu participei. Grande foi minha surpresa, quando ao chegar à Via Antonino Pio, para a inscrição, tive a nítida sensação de ter chegado a minha casa, feliz por conhecer irmãs com as quais, em breve, eu iria compartilhar a vida.
Numa das primeiras manhãs, encontrei-me com a Primeira Mestra. Foi um encontro maravilhoso. Breve, mas superou minhas expectativas: senti que já tinha grande amor por ela e percebi sua benevolência. Acontecia, frequentemente, que quando eu ia rezar, a encontrava saindo do Santuário com seus livros, terço, e envolvida num chalé, com uma expressão luminosa, atenta retribuía minhas saudações. Mais ainda, sentia-me feliz quando eu conseguia acompanhá-la até à Cripta ou quando nos encontrávamos as duas no mesmo banco, esperando para confessar-nos.
Era maravilhoso observá-la quando rezava, ou melhor, surpreendê-la em oração, quando pensava estar sozinha diante do seu Senhor e Mestre, como acontecia na Capela ao lado de seu escritório, no primeiro andar da Casa geral. Havia também um encontro mais oficial aos domingos: todas acorriam alegres, fazendo muito barulho, até que uma voz nos silenciava, para poder escutá-la.
Com simplicidade, colocava-nos no clima da liturgia e tirava de seu coração palavras inspiradas pelo Evangelho, tornando-as mais atraentes pela leitura sapiencial que ela sabia fazer. Reconheço que devo àquelas lectio ante litteram, algumas certezas de minha fé.
Por dever de gratidão, desejo testemunhar o quanto Mestra Tecla esteve próxima de mim e de meus familiares, especialmente por ocasião da morte prematura de minha mãe (junho de 1954 - Ano Mariano). “Sua família precisa de você, sobretudo seu irmão e irmã adolescentes - disse-me ela - quando me encontrou, no verão, na comunidade de Brescia, durante a visita canônica. Diga aos seus... E eu já avisei sua Mestra, que além de ficar em casa durante as férias, você pode ficar também no Natal e na Páscoa, por quanto tempo eles precisarem”.
Com o passar dos anos, em muitas ocasiões me aproximei da Primeira Mestra. Mestra Assunta, conselheira geral e coordenadora dos setores do “Centro”, favorecia muitíssimo que nós, jovens, nos encontrássemos frequentemente com Mestra Tecla para conhecê-la melhor e captar seu espírito apostólico.
Em caminho com Tecla ela para informá-la sobre iniciativas apostólicas, pedir conselho ou aprovação de determinados projetos. Sempre disponível, escutava e dava imediatamente sua resposta.
Muitas vezes, antes de me despedir, ela acrescentava algumas orientações, quase em tom de súplica, dizendo-me que no “Centro” fossemos sempre imparciais; que a revista Raggio fosse atenta a todos os setores seja para a informação como para a promoção e a difusão.
Percebia-se nela certa preocupação com aquilo que pudesse impedir suas filhas a serem um só coração e uma só alma na vida e no apostolado.
A Primeira Mestra era fascinada pelo pensamento do paraíso, tendia totalmente à santidade. Talvez ela se perguntasse o que mais poderia fazer por suas filhas, para que nenhuma faltasse ao apelo final. Mais uma coisa: oferecer a vida pela sua santificação. Concretizou este desejo em 28 de maio de 1961, na festa da Santíssima Trindade. Oferta que certamente foi do agrado de Deus, pois, alguns meses depois, sua saúde começou a definhar, dando sinais cada vez mais graves.
O Primeiro Mestre seguia com apreensão o desenrolar da doença que se agravava cada vez mais. A nós, jovens, foi dada a possibilidade de visitá-la dois dias antes de sua morte. Nossos olhos buscavam, em vão, seu último olhar, e suas mãos estavam instintivamente unidas. Digna como sempre, nossa Mãe havia chegado ao limiar de sua existência terrena.
No dia 5 de fevereiro, dia de santa Ágata, virgem e mártir, Tecla dava seu último respiro. As crônicas da época reportaram, detalhadamente, as exéquias solenes. Testemunhos que falavam do heroísmo de suas virtudes. Sumamente significativo o perfil traçado pelo Primeiro Mestre, o homem de Deus que melhor havia conhecido a jovem Teresa, orientando-a na missão que Deus lhe havia preparado. Somente ele podia revelar os segredos de Tecla: a humildade e a fé, caminho de sua santidade, para que nós pudéssemos seguir seus passos.
Posso dizer que naqueles dias estive fisicamente presente a tudo o que aconteceu, mas o que ficou profundamente impresso no meu coração, foi a dolorosa experiência da morte daquela que foi para mim mãe de vida. Não posso deixar de testemunhar outro momento forte, na vigília da festa de São José, quando nos encontramos com o Primeiro Mestre para saudá-lo pelo seu onomástico. No grande salão, cheio de pessoas como sempre, o clima não era festivo como nos outros encontros e o pensamento de todas se dirigia à grande ausente. Naquele estranho silêncio, a própria Mestra Assunta, que sempre apresentava os augúrios em nome de todas, sentiu-se como desmaiar, e esforçou-se para conter as lágrimas, mas foi vista chorando baixinho.
O Primeiro Mestre, que certamente havia previsto essa situação, em tom calmo e amável, disse-nos: “Não deveis sofrer tanto... a Primeira Mestra não está ausente, está presente! Está presente em vocês que querem viver no seu espírito... Aliás, era necessário que tivéssemos, no paraíso, uma superiora, pois lá se formou uma comunidade... Não devem senti-la longe, mas próxima. Ela foi preparar-lhes o lugar... Continuem a caminho em serena alegria, na esperança de um dia estar com a Primeira Mestra que as espera...”.
Eu, e todas as que a conhecemos, e as irmãs mais jovens, temos uma grande dívida em relação à Mestra Tecla: Uma dívida de reconhecimento por ter-nos traçado o caminho e oferecido sua vida para que correspondamos às graças inerentes a este dom:
“Quero que todas sejam santas!”. “Rezemos umas pelas outras - como diz o último artigo das Constituições - a fim de que o Pai, que começou em nós a obra de santificação, a leve à perfeição até o dia de Cristo Senhor”.
Este é o melhor modo de oferecer nosso reconhecimento pela santidade de Mestra Tecla e acelerar os tempos de sua glorificação.
Maria Lucia Righettini, fsp
domingo, 1 de abril de 2018
sábado, 3 de março de 2018
Novo site Tecla Merlo
Desde 20 de fevereiro de 2018, aniversário de nascimento da venerável Tecla Merlo, está no ar o novo site http://teclamerlo.paoline.org dedicado à co-fundadora das Filhas de São Paulo.
O novo site permite uma navegação intuitiva e bem dinâmica.
O menu traz: testemunhos, documentos, galeria de fotos e vídeo. Há inda, um espaço para escrever mensagens e pedidos de graças.
Destaca a preciosa colaboração à obra do Fundador, o bem-aventurado Tiago Alberione, o nascimento da Família Paulina.
Está em diversas línguas: italiano, inglês, espanhol, francês e português.
Que a venerável Tecla Merlo abençoe a todos.
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